Feliz Ano Novo!

Queridos ouvintes.
Ano novo dá sempre vontade de mudar um pouco algumas coisas, não é mesmo? Afinal é um momento de reflexão, de avaliarmos nossas atitudes e é o que estamos fazendo neste momento. Por isso, e devido ao período de férias, nos meses de janeiro e fevereiro vamos reprisar alguns dos programas que foram mais comentados. Caso vocês queiram ouvir algum em especial nos escrevam.
Ineida e Márcia


Literatura infantil

Todos os anos, em época de Feira do Livro, os porto-alegrenses (e demais cidadãos do estado) são surpreendidos pelas inúmeras publicações de livros que nos são postos à disposição. Dentre esses, a Literatura Infantil tem espaço – literalmente – privilegiado. Os pais e educadores, então, são convidados a pensar não só no que vão ver e comprar, mas também no que ela – a literatura infantil representa na vida de uma criança.
Foi com este intuito – de ajudar a esclarecer as dúvidas dos pais – que gravamos o programa “histórias infantis” no ar neste sábado dia 8 e na quarta-feira, dia 12, às 9h da manhã. Para que os pais possam usufruir melhor desse maravilhoso recurso que é a Literatura Infantil, convidamos a fazer parte do programa uma especialista na área, a estudiosa e escritora de obras para crianças Gláucia de Souza.
O que tem de tão interessante num livro? Para que comprar livros para as crianças, inclusive para as que ainda nem lêem? – O livro é um instrumento que nos leva a qualquer lugar do mundo em alguns segundos; não só isso, pode nos levar a qualquer lugar de nós mesmos. Através da leitura, através da história contada por outro, dividimos experiências, afetos, sentimentos, conhecemos e reconhecemos um universo único: O nosso próprio universo. E como isso é possível? O livro é o estímulo, o elo, entre o real e o fantástico, entre o sonho e a realidade, que nos permite criar, inovar, vivenciar novas emoções a cada dia. Como diz o slogan deste ano da feira: ler enriquece.
Não há riqueza maior que a sabedoria, que respeitar nossa capacidade cognitiva, nossa inteligência. Mas, ler se aprende; não nascemos com este desejo. Aí entram os pais com sua função, a educação e nós: o programa “alô pai e mãe”.
Não percam, está bem interessante.

Livros citados no programa:
- O conto de fadas: símbolos, mitos, arquétipos, de Nelly Novaes Coelho, Editora DCL.
- Três contos de muito ouro, de Fernanda Lopes de Almeida, editora Projeto.
- Histórias de Mukashi: conto populares do Japão, de Lúcia Hiratsuka, Editora Elementar.
- Urashima Taro: a história de um pescador, de Lúcia Hiratsuka, Global Editora.
- Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões, de Ricardo Azevedo, Editora Projeto.
- Revista "Toca" e "Peteca", Editora Magia de ler (http://www.magiadeler.com.br)
- Pé de Pilão (opereta) de Mário Quintana, música de Cláudio Levitan, Nico nicolaiewsky e Vitor Ramil
T de Ti T de Ta de Helô Bacichette; ilustrações de Laura Castilhos Editora Maneco
- Fadas no divã -psicanálise nas histórias infantis- de Diana L. Corso e Mário Corso Editora ARTMED
- A psicanálise dos contos de fadas de Bruno Bettelheim editora Paz e Terra
- O conto de fadas de Nelly Novaes Coelho
- Cantigas de ninar vento de Gláucia de Souza Ilustrações: Cristina Biazetto Músicas: Jorge Hermann Arranjos: Marcelo NadruzKalligráphos, 2004


Que escola eu quero para meu filho?

Moramos dez anos no Rio. Quando nossa filha estava com aproximadamente quatro anos, resolvemos voltar a Porto Alegre. A distância da família, os nossos pais envelhecendo, a possibilidade da convivência com tios, primos, avós e uma cidade mais tranqüila, nos pareceu fundamental naquele momento. Voltamos.
Com isso também vieram muitos questionamentos, dente eles: que escola queremos para nossa filha? Afinal ela estava com quase cinco, iria para o Jardim e logo para o primeiro ano. Fomos em busca de informações: visitas a escolas, conversas com os amigos, estávamos há muito tempo longe da cidade; muita coisa havia mudado. Das visitas que fizemos, fomos ao colégio que meu marido freqüentou quase toda sua vida escolar. Sempre admirei o carinho e a convivência que ele mantinha com ex-colegas, apesar do tempo, das diferentes profissões, opiniões futebolísticas ou partidárias.
Marcamos uma visita; conhecemos os espaços físicos, a proposta pedagógica e nos surpreendemos ao ver que existiam outros colegas do meu marido com filhos da mesma idade da nossa filha. Optamos por esta escola. No primeiro dia de aula, nossa filha foi convidada a ir à casa de uma coleginha - seus pais haviam estudado com meu marido. Ficamos todos nos sentido em casa: acolhidos, respeitados, amados; era o que precisávamos naquele momento e, era o que queríamos para nossas vidas: a possibilidade de boas convivências, vínculos sólidos, um porto seguro.
Hoje ela está bem crescidinha. É responsável, atenta para consigo e com os outros, gosta de ler, faz dança, canto, isto é, encontrou na escola que escolhemos os valores e as aptidões que sempre estimulamos. E mais: ela trouxe outros que se mostraram muito positivos como a religiosidade. Fizemos uma boa escolha que se reflete no jeito de ser da nossa filha – e no nosso também.
Esta foi nossa escolha devido à nossa história e necessidade. Cabe aos pais pensar o que cada um vai querer que seus filhos – cada filho – desenvolvam: que valores consideram essencial, o que pode e o que não pode ser negociado. Mais que observar se a escola é bonita, se tem bons brinquedos é: que tipo de vínculos ela propicia? Lá há espaço para a criatividade, para o respeito e o acolhimento à individualidade, ao pensamento crítico?
Nesta época do ano, é uma boa hora para pensarmos neste assunto. É claro que sempre podemos optar pela troca de escola, mas o ideal seria investir um pouco de tempo agora para não expormos nossos filhos a sofrimentos desnecessários.
Não perca o programa “alô pai e mãe” sobre “que escola eu quero para meu filho?” (dia 15 e 19 de novembro) Com a participação de pais e mãe que – assim como nós – já passaram ou passam por este conflito. E nada melhor que ouvirmos e trocarmos opiniões sobre os assuntos que nos afligem para que nos aliviemos das nossas angústias, não é verdade?
Depois do alívio de termos feito à escolha da escola, segue a necessidade do acompanhamento; aí é outra história, outro programa.


Ser pai

Aí vai uma "palinha" sobre o programa "SER PAI" que teve nosso convidado profissional o Dr. Alceu Gomes Filho, médico psiquiatra, mestre em Psiquiatria , especialista em crianças e adolescentes.

O filho representa uma cadeia que vincula cada pai com seus próprios pais, é uma continuidade, uma cadeia que será portadora do nome, das características e do jeito de ser de seus ancestrais. É a continuidade da família, da espécie e representa a imortalidade deste pai. A gente pode dizer que o desejo da paternidade pode ser considerado como o desejo de ser completo de renascer através do filho.
A vinda de um filho representa ao pai a ascensão a um lugar em que está em igualdade com seu pai, atinge uma posição que foi idealizada na infância, mostra que sobreviverá a própria morte, sente-se potente por poder procriar, atinge uma satisfação em sua auto estima como varão, como macho, pode mostrar suas habilidades de protetor. Até mesmo sendo pai pode mostrar seus atributos maternos que até então tiveram que se manter reprimido por não ter um lugar aceitável pela sociedade para ser expresso, por exemplo não podia brincar de boneca ou boneco somente se fosse brincadeira de guerra.
A paternidade é construída, não é delegada, embora muitas vezes a justiça se vê obrigada a delegar a paternidade para alguns pais que não assumem sua função, mas sendo construída observamos que os pais podem assumir e aproveitar, curtir ser pai, morando junto ou separado dos filhos, podem ter a satisfação de ter cumprido a sua parte na construção de uma pessoa. É ser pai , pai mesmo é uma inesgotável capacidade de doação, é o equilíbrio em estar disponível e o de tornar-se dispensável, desnecessário.


Resumo dos programas

Nos escreveram dando a sugestão de fazermos um breve resumo de cada programa no blog e também de darmos algumas dicas e tal. Bem boa a sugestão. Em breve os programas poderão ser acessados no Blog. Com isso as pessoas poderão ouvir novamente os programas já apresentados quando quiserem, legal né?
Bom, aí vai um breve resumo do que já fizemos:
O programa de estréia no dia 28 de junho teve como tema: "limites, normas e regras da casa." Nosso profissional convidado foi o Dr. Alceu Gomes Filho, médico psiquiatra da infância e adolescência Vimos que dar limites não é uma tarefa fácil, mas é uma atitude saudável e importante para a educação das crianças e dos adolescentes. É importante este limite ser dado com segurança e carinho, evitando falar de forma áspera, sem afeto e muito menos dar limites com agressividade, aí não funciona. Outra coisa que apareceu no programa foi nossa dificuldade como pai e mãe de dosar o amor com a permissividade e limite com exagero de autoridade. O Dr. Alceu enfatizou o contrato familiar, que significa explicar para a criança que cada família tem suas combinações e que devem ser respeitadas.
Quando a criança não tem limites, ela cresce com uma deformação na percepção do outro e também do seu eu. Com isso essa criança terá dificuldade em suportar as frustrações, em respeitar o outro, pode também ocasionar falta de persistência com as coisas, pois o limite ajuda a estruturar a criança.

No dia 5 de julho tivemos nosso segundo programa com a profissional convidada psicóloga Ligia Arcoverde Basségio. O tema abordado foi: "Como e quando dizer não."
Ficou claro aqui dá importância do dizer não para a criança, "o não", não é apenas um tipo de limite fundamental mas também ajuda na estrutura psicológica da criança. Como disse nossa convidada, a psicóloga Lígia, o ser humano não pode ser e ter de tudo, e "o não" na infância é que vai fazer a criança compreender isso, e se estruturando a partir disso. Isso é fundamental quando vivemos em sociedade. A criança que não ouvir "nãos" estruturantes na infância, pode vir a se um adolescente e um adulto muito propício a quebrar regras e acabar colocando em risco a sua vida e a de outros.
Os pais que temem deixar de ser amados por dizerem "não" para seu filho, não se preocupem com isso, o choro ou a raiva da criança é momentânea, mais tarde com certeza ele vai agradecer, pois o adulto que sabe da necessidade do esforço para ter as coisas, conquistar pessoas e ser alguém amado, é com certeza, um pessoa mais feliz e realizada.
Nosso próximo programa terá como tema Os cuidados no primeiro ano de vida da criança. Foi gravado na cidade de Garibaldi onde já apresentamos este programa a quase um ano.
NOS ESCREVAM, PARTICIPEM......


Enfim estreamos!

Olá pessoal.
Espero que tenham gostado do programa. Caso queiram escutar novamente ou indicar para alguém, o programa de estréia será reprisado da quarta-feira dia 2 de julho. Ouçam, escrevam, participem...e sábado que vem o assunto é: Como e quando dizer não.
com carinho
Márcia


É amanhã!

Esperamos vocês às 9h deste sábado, na estréia de Alô pai e mãe na FM Cultura de Porto Alegre. Além de ouvir o programa sintonizando 107,7 no rádio, também dá para acompanhar o nosso trabalho pelo site da rádio.